sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A doce sina de dançar

Quem me conhece sabe que sou bailarina. Desde criança sou apaixonada pela atividade e até hoje continuo praticando, apesar de ter ficado uns anos parada depois voltei depois saí depois voltei... Enfim, o fato é que eu sou capaz de passar horas seguidas assistindo incansavelmente a espetáculos, festivais, variações, etc. Dançar pra mim é uma das coisas indispensáveis na vida.
Há alguns dias atrás, assistindo mais um desses festivais, notei com certa infelicidade como as coreografias tem se caracterizado hoje em dia. Parece que a intenção dos coreógrafos é seduzir a platéia com suas bailarinas, ainda que a platéia seja formada dos pais, mães, familiares e amigos das bailarinas.
Meu choque maior foi ver a turma de 3-5 anos numa performance que consistia em rebolar para o público e girar seu rabinho (o figurino era de um felino). Pode parecer uma besteira para você, mas eu sinceramente não gostaria de matricular minha filhinha linda e ingênua de 3 aninhos no ballet, e no grande dia a ver mexendo seu bumbunzinho pro público enquanto a música com tom misterioso e quase sedutor toca. Isso vai da opinião de cada um, claro, como eu já disse.
Afinal, o que realmente quero expressar nesse post é que a dança é muito mais do que um meio de sensualidade. É claro que existem diversas culturas e diversos objetivos a se alcançar através dela, mas não é só isso. Grande parte da sociedade hoje enxerga a dança dessa única forma, e acredito que o único que consegue se "salvar" dos equívocos é o ballet clássico, talvez por ser tradicional... mas não posso afirmar, é uma suposição, nada baseado em pesquisas.
Dançar é uma atividade super saudável: alivia o stress, estimula a coordenação motora e a concentração, melhora o bombeamento cardíaco e a circulação sanguínea, queima calorias, trabalha os músculos (fortalece, estica, etc etc etc), e te torna apaixonado, fazendo com que você por toda a vida leve a doce sina de dançar, dançar, dançar.
Minha dica de hoje é: encontre seu estilo de dança favorito, coloque o figurino adequado e 5, 6, 7 e 8.
Até mais,
Reverence,
Anna Souza.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Indicação literária - O Pequeno Príncipe

Foi há uns 7 ou 8 anos atrás, no Ensino Fundamental, que eu ouvia pela primeira vez as inspiradas frases de Antoine de Saint-Exupéry, na personagem do pequeno príncipe. A paixão foi instantânea e me vi presa eternamente à memória daquelas frases. Depois de aproximadamente um mês estudando a obra, apresentamos a peça teatral sobre a mesma, e não sei como, perdemos o contato (eu e o pequeno príncipe, claro). Não sei como aconteceu, mas, sei que nunca esqueci, apesar de passar anos sem nem mesmo pensar nisso.
Eis que, nesse ano, um dia, feliz passeando num site em que amo comprar livros, vejo ele lá (baratíssimo por sinal haha) e claro, comprei! Li de novo, e mais uma vez me vi vestida no figurino azul, porque eu era um dos passarinhos migrantes.
Com certeza um livro que oferecerei a meus filhos, porque, uau, "tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas" é pra colocar na capa do facebook! (né, Carla? haha)
Depois desse emocionante discurso sobre o livro, acho que não preciso dizer, ou preciso? Vá correndo ler O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry! Se você já leu, comente aqui a sua opinião, e se você tiver algum livro para indicar pode comentar aqui também!
Obs: Não é necessário ser cadastrado em nenhum tipo de conta para comentar as postagens do blog. Os comentários são abertos para todos, mas claro que comentários desrespeitosos, abusivos e ofensivos serão (impiedosamente) excluídos!
Beijinho pessoal, até a próxima
Anna Souza

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dora mia - 01

Miau, humanos.
Há meses atrás a minha inquilina (porque eu quem divido a minha casa com ela e sua família), Anna, falou sobre mim pra vocês. Devo admitir que não é inesperado tanto amor por mim, uma vez que eu sou uma gata lindíssima: mistura (meio bagunçada) de mau egípcio e siamês, de grandes olhos azuis e de um charme ímpar.
Então, agora que meus sete filhotes (pois é, tudo graças a meu útero bifurcado...) já cresceram e foram adotados, tenho um tempinho a mais pra dar a vocês a honra de conhecer o mundo os gatos. Vocês sabem, dizem que nós gatos somos convencidos, interesseiros, traiçoeiros, falsos, etc, etc, etc... coisa de humanos. Por causa desses julgamentos aqui estou pra provar que isso é, em parte, verdade, mas, não é tudo.
Ser um gato é complicado até, sabe, tem o pelo pra limpar todos os dias, e geralmente mais do que uma vez. Isso quando seu dono (ele acha que é dono, mas nós gatos quem somos os donos) dá uma folga, porque geralmente eles nos fazem o favor de nos pegar no colo assim que acabamos de nos dar banho; incrível, parece uma conspiração...
Acontece que, apesar de parecermos metidos e sem sentimentos, sentimos um profundo amor por nossos humanos: miamos de alegria quando o portão faz barulho, significando sua chegada, ronronamos quando nos fazem carinho e até mordemos, arranhamos, derrubamos, destruímos as coisas pra tentar chamar sua atenção quando nos trocam por um livro, computador ou TV. Portanto nós gatos, sim, amamos vocês, humanos, mas é BEM chato quando vocês falam conosco com aquela voz "bebê-fofura-ai-que-lindo". Fala sério, vocês acham que temos algum problema cognitivo? (sei que vocês, inclusive a Anna, continuarão falando dessa maneira)
Apesar do que pensam, nós gatos podemos ser grandes companheiros e vou provar isso através dos futuros posts.
Por enquanto é só porque tem uma mosca passando aqui, e ela tá pedindo pra ser caçada...
Até mais, seres com apenas uma vida.
Miau,
Dora.
(eu queria uma foto só minha, mas a Anna se intrometeu...)